quinta-feira, 7 de junho de 2012
CONTATO
Para quem tiver interesse de entrar em contato comigo, para palestras em sua igreja, curso de liderança ou teatro, ou qualquer outro interesse, meu e-mail é: priemir@gmail.com
SERVIR COM SABEDORIA E SIMPLISCIDADE
Texto: 1 Pe 4: 10-11 – Servi uns aos outros, cada um conforme o
dom que recebeu, como despenseiro da multiforme graça de Deus. Se alguém fala,
fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que
Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de
Jesus Cristo, a quem pertence a gloria e o domínio pelos séculos dos séculos,
amém!
Todas as capacidades que o homem possua deve oferecê-las
sem reservas para servir a Deus e assim servir a comunidade. Esta também é uma
ideia favorita no Novo Testamento e Paulo refere-se exatamente a ela em Rm 12:
3-8 e 1 Co 12. A Igreja necessita da capacidade que cada crente possa ter. Pode
ser a capacidade para pregar, para interpretar musica ou para visitar outras
pessoas, e outras tantas capacidades existentes na Igreja. O que precisamos, é
descobrir algo em nós que seja muito bom e que possa ser usado para edificação
do corpo. Não há capacidade e nem recurso que não possa ser posto a serviço da
obra de Cristo.
Todos nós devemos nos considerar mordomos a serviço de
Deus. No mundo antigo os mordomos eram funcionários de muita importância, pois
todos os bens de seus senhores estavam confiados a sua administração. Havia duas
classes principais de mordomos:
·
O dispensator, dispensador, que era o responsável
por todos os assuntos domésticos da família, sendo responsável por todas as provisões
da casa.
·
Por outro lado estava o vilicos, o mordomo encarregado
das propriedades do seu senhor e que agia representando este perante os arrendatários.
Porem
todo o mordomo sabia que todas aquelas coisas não lhe pertencia, mas sim tudo
era do seu senhor.
O cristão
deve estar sempre consciente de que nada do que possui – seja bens materiais ou
aptidões pessoais – é seu. Pois tudo o que possuímos pertence a Deus e em todo
momento devemos usá-lo tendo em vista única e exclusivamente aos interesses
divinos utilizando estes dons ou bens como Deus mesmo os utilizaria. Devemos lembrar
que um dia teremos que responder perante Deus. Sendo assim, nós como seguidores
de Cristo, temos a segurança de que tudo o que temos pode e deve ser usado para
servir o próximo, seja ele alguém na Igreja ou fora dela.
No verso
11 Pedro esta pensando em duas grandes atividades da Igreja cristã. Pregação e
serviço pratico. O vocábulo que Pedro usa traduzido por Palavra é Logia. Os pagãos empregavam esta
palavra para referir-se aos oráculos que lhes eram enviados por seus deuses. Os
cristãos, por sua vez, utilizavam-na para referir-se às palavras da escritura
ou as palavras de Cristo. De maneira que Pedro esta dizendo: Se alguém tiver
o dever de pregar, que pregue então, não como quem está dando as suas próprias opiniões,
ou divulgando seus próprios preconceitos, mas sim como alguém que recebeu uma
mensagem do próprio Deus.
A respeito
de um grande pregador dizia-se que Primeiro escutava a Deus e depois falava com os homens.
Com relação a outro, comentava-se que quando frequentemente fazia pausa em sua pregação
parecia como
se estivesse esperando que uma voz lhe falasse. Nisso reside o
secreto poder da pregação.
Pedro
prossegue dizendo que se um cristão esta empenhado no serviço cristão prático,
deve desempenhá-lo como quem o cumpre com o poder que Deus lhe provê. É como se
Pedro nos dissesse: quando estás ocupado no serviço cristão, não deve agir
como se estivesse fazendo um favor pessoal através dos bens da sua propriedade,
mas sim deve agir conscientemente, sabendo que está dando o que recebeu de Deus.
Tal atitude nos livra de todo orgulho e faz com que a dádiva não seja
humilhante de modo algum.
Todo
o propósito aqui é que Deus seja glorificado. A pregação não se faz para exibir
a habilidade do pregador, senão para por o homem frente a frente com Deus. O serviço
não se presta para obter gratidão e prestigio para quem o rende, senão para que
o pensamento do favorecido se volte para com Deus.
Uma
nova graça e uma nova gloria se manifestariam na Igreja se todos os seus
membros deixassem de fazer coisas para si mesmos e fizessem para Deus.
Creio
que mesmo não sendo explicito em falar de unidade, Pedro deixa nas entrelinhas
algo muito forte, que ao fazer o serviço com esmero e fidelidade vamos também
construir a unidade do corpo. Não pode haver unidade sem serviço e muito menos
serviço sem o objetivo da unidade.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
A VIDEIRA E OS RAMOS.
Texto: Jo 15: 1-8.
No A.T. Israel é retratado como a
videira que Deus tirou do Egito e plantou numa nova terra, mas que muitas vezes
havia deixado de dar os frutos que Deus
esperava. Neste texto Jesus deixa bem claro que Ele é a videira verdadeira, e o
Pai é o agricultor. Jesus é a videira real, que cumpriu o propósito de Deus onde
Israel havia falhado e que criou um novo Israel (os ramos são aqueles que creem nele).
Cada ramo da videira sai diretamente
do tronco principal. Quando os ramos são cortados, aqueles que deram frutos são
podados a uma distancia de 3 a 6 cm do tronco. Eles
permanecem
no tronco
durante o ano à medida que ele cresce ao seu redor. Então os ramos brotam
rapidamente e voltam a dar frutos porem aquele que não deram frutos são cortados
pela base e só servem para serem jogados em uma fogueira para serem destruídos.
No A.T. estava estabelecido que em certas épocas do ano o povo deveria levar
ofertas de madeira ao templo para os fogos dos sacrifícios nos altares, e a Lei
determinava de maneira bem especifica que não devia levar madeira de videiras.
Nesta manhã quero fixar este estudo em
quatro perguntas bem especificas que podem nos conduzir a uma conclusão final
bem pessoal.
A minha primeira pergunta é:
Quem é a
verdadeira videira para mim? Sim, onde está esta a verdadeira videira? A Bíblia nos
fala que a igreja é o corpo de Cristo. Será, então, que a igreja é a verdadeira
videira? E nela que eu como um ramo devo me conectar? Sim pois participo de
todos os trabalhos que ela nos proporciona. E quando penso que faço parte de
quase todos (ou em todos) os departamentos de serviço da igreja, e até tenho
trazido pessoas que são inseridas em nosso meio. Então eu estou conectado na
verdadeira videira. Amados alguém aqui pensa desta maneira? Mas quero dizer, e talvez decepcione muitos
aqui, mas a igreja não é a verdadeira videira. Quando penso na videira que pode
me proporcionar algo, posso pensar em igreja, pois pago meu dizimo e ofertas e
em contra partida a videira (igreja) me proporciona o direito de batizar, confirmar,
casar e ser enterrado. Mas a verdadeira videira quer nos dar muito mais que
simplesmente isso. A verdadeira videira nos chama para ter vida, e vida em
abundancia. A igreja é apenas um dos ramos desta videira, assim como cada um de
nós, também somos ramos desta videira. Quando Jesus faz a alegoria de dizer
Eu sou a
verdadeira videira Ele está nos convidando para sermos mais um ramo e fazer
parte da vida em abundancia que Ele mesmo já havia dito. Se pensarmos que a
igreja é a verdadeira videira, fazemos parte dos ramos secos que não permanecem
firmes em lugar nenhum, porque olham para os defeitos da igreja, para as falhas
de seus Pastores, falhas de alguns irmãos, então se decepcionam e vão em busca de
uma outra videira (igreja), e lá descobrem que esta também tem defeitos e
continuam em busca da verdadeira videira, sem nunca encontrarem. Amados, olhem
para igreja como um ramo, que tem seus defeitos sim, mas também tem vida, tem
seiva que alimenta os brotinhos, como eu e você. Quando olhamos a igreja apenas
como um ramo, então deixamos de olhar para seus defeitos, os defeitos da sua
liderança, ou para aquilo que eu possa usufruir dela, e começo a fazer parte
também deste ramo para que de alguma forma eu também possa frutificar. A verdadeira
videira é Jesus, sem máculas e sem defeitos, só Ele é capaz de nos dar vida... A
seiva da vida esta nEle e não na instituição chamada igreja.
A segunda pergunta é: de que frutos Jesus esta
falando? Com esta pergunta faço outra pra começar a ilustrar: qual é o fruto da
macieira? (...) Eu também respondi maçã, mas a maçã não passa de uma guardiã da
semente que esta dentro dela. O fruto da macieira é outra macieira muito parecida
com ela mesma. Que frutos, nós como ramos conectados a verdadeira videira
devemos produzir? Primeiro creio que devemos nascer como sementes, e como ramos,
começamos a produzir os frutos do Espírito em nós mesmos. E quais são os frutos
do Espírito? Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra isso não há lei. Nós só conseguiremos produzir os frutos que Jesus diz aqui,
quando estes frutos do Espírito estiverem impregnados em nós. Por que então nossos
frutos serão semelhantes a nós, que somos semelhantes a videira verdadeira que
é Jesus. Não basta eu trazer para igreja 100 pessoas que se batizam, são
dizimistas, frequentam todos os cultos e participam de todas as atividades da
igreja, se eu não for o exemplo dos frutos do Espírito, se eu não estiver
impregnado com os frutos do Espírito. E isso vale para mim, nas atividades que
faço na igreja, seja louvor ou participando de atividades na igreja, se eu não
estiver conectado a videira, impregnado com os frutos do Espírito eu continuo
sendo um galho improdutivo, que cedo ou tarde serei cortado e lançado ao fogo. E
quando Jesus diz que todo o ramo que dá fruto precisa ser podado, precisa ser
limpo para dar mais frutos, é exatamente isso que acontece, Deus, o Pai
agricultor sempre esta nos cortando as asinhas. Poda o nosso orgulho e soberba.
Coloca-nos em nosso devido lugar, para que de novo, tenhamos consciência que
somos apenas ramos da videira, que sem ela nada somo e nada podemos. Que devemos
sempre estar grudados, conectados ao tronco principal, por que quando o ramo
adoece, ele conta com a ajuda dos outros ramos, mas é a seiva do tronco
principal que dá a cura. Frutos aqui então é nossos discípulos, aqueles nos
quais nós, através do nosso exemplo de vida cristã serão nossos imitadores,
porque nós somos imitadores de Cristo. Minha pergunta para uma reflexão pessoal:
O que as
pessoas podem ser imitadoras suas?
A terceira pergunta é: qual é a seiva que
alimenta os ramos? Jesus no inicio deste capitulo diz e meu Pai é o agricultor. O agricultor, é aquele que faz a
capina pra limpar, aduba, poda, rega e é o que fica com toda a colheita. O adubo
aqui além de ajudar no crescimento, possui nutrientes vitais para qualquer
planta. Nós como ramos da videira, também precisamos deste adubo e destes
nutrientes. Todas as plantas tem uma coisa chamada seiva, que traduz, ou
transforma este adubo em nutrientes para o restante da planta, como no ser
humano o sangue é responsável por levar o oxigênio e os nutrientes para os trilhões
de células espalhadas por todo o nosso corpo. Como aqui estamos tratando em um
sentido simbólico, mas ao mesmo tempo muito verdadeiro, a seiva desta videira
chama-se Espírito Santo. É ele que transforma este adubo do Pai celestial em
palavra que por sua vez se transforma em alimento para nós os ramos, que
estamos conectados com a videira. E esse alimento chamado palavra só produz um
efeito vivificante quando estamos conectados com a verdadeira videira. Quando todos
os ramos estão juntos em sintonia com a videira, então este alimento produz
algo que com palavras seria impossível descrever, algo que só experimentando se
é capaz de vivenciar. Amados alguém já experimentou esta forma magnífica de se
alimentar? Não? Então esta na hora de se conectar a verdadeira videira.
E por último a pergunta é: o que significa
permanecer? Tomemos uma analogia humana. Todas as analogias são imperfeitas,
mas devemos trabalhar com ideias que já possuímos. Suponhamos que uma pessoa,
por si só, é débil. Suponhamos que caiu em tentação; agiu muito mal,
encaminha-se para degeneração da mente, do coração e da tempera espiritual. Agora
suponhamos que esta pessoa tenha um amigo forte, que ama e se faz amar e
suponhamos que este amigo forte resgate a pessoa em questão de sua situação degradada.
Há uma só forma mediante a qual a pessoa mais fraca pode manter seu novo estado
e permanecer no bom caminho. Deve manter-se em contato com o seu amigo. Se o perder, o mais provável
é que sua debilidade o vença; as velhas tentações voltarão a rondar em sua
volta e cairá. Sua salvação depende exclusivamente do contato constante com a
força de seu amigo.
Permanecer em Cristo significa algo
semelhante a isso. O segredo da vida de Jesus foi o seu contato com Deus. Varias
vezes se retirava a um lugar solitário para encontrar-se com Deus. Jesus sempre
permanecia em Deus. Mesmo deve dar-se entre nós e Jesus. Devemos manter o
contato com Ele. Não poderemos fazê-lo a menos que tomemos essa decisão e
tomemos medidas necessárias. Não deve passar nenhum dia sem que pensemos em
Jesus e sintamos a sua presença.
Tomemos um só exemplo: orar à manhã,
embora só seja durante escassos minutos, significa contar com um antisséptico
para o resto da jornada, pois não podemos sair da presença de Cristo e fazer
coisas más. Para muitos de nós, permanecer em Cristo será uma experiência que
jamais poderemos expressar com palavras. Para a maioria significara um contato
continuo com Jesus Cristo, significa organizar a vida, a oração, o silencio de
maneira tal que não chegara o dia que tenhamos a oportunidade de esquecê-lo.
E para finalizar, devemos notar que
nesta passagem se estabelecem duas coisas para o bom discípulo. Em primeiro
lugar, enriquece a sua própria vida. Seu contato o converte em um ramo cheio de
frutos. Em segundo lugar, dá glória a Deus. Ao contemplar sua vida os
pensamentos dos homens se voltam para Deus que o fez assim. Deus é glorificado,
como Jesus indicou, quando produzimos muito fruto e quando demonstramos ser discípulos
de Jesus. Sem duvida a maior glória da vida cristã e que, por meio de nossa
vida e de nossa conduta, podemos da gloria a Deus.
Missionário Emir Vargas
sábado, 21 de abril de 2012
QUANTAS VEZES DEVO PERDOAR?
Texto: Mt 18: 21-35.
É muito importante começar esta predica enaltecendo o muito que devemos a falta de freio na língua de Pedro. Pois sempre uma vez ou outra Pedro soltava a fala e com a sua impetuosidade sempre extrai ensinos imortais da boca de Jesus.
E agora de novo Pedro toma a palavra, e a sua pergunta é: Quantas vezes temos que perdoar um irmão? E ele pensa que é preciso ir bem longe ao encontro dele e estar disposto a perdoá-lo. Os rabinos da época ensinavam que um homem deve perdoar três vezes a seu irmão. E encontravam a prova bíblica da correção desta medida em Amós. Nos primeiros capítulos de Amós se estabelece uma serie de condenações para diferentes nações: Por três transgressões e por quatro (Am 1: 3, 6, 9, 11, 13; 2: 1, 4 6). Então Pedro toma as três vezes rabínicas, multiplica-as por dois, adiciona uma e sugere, muito satisfeito que bastará perdoar sete vezes. Pedro acha que sete vezes seria o numero da plenitude e do limite. Mais que sete vezes não seria necessário – mas Jesus se nega a aceitar esta aparente bondade e nobreza de coração para perdoar sete vezes, pois este numero é humanamente fechado e limitado. Então com uma Palavra cheia de poder e misericórdia Ele quebra esta medida humana. Sete vezes não, mas setenta vezes sete. Isso significa que a medida do perdão não tem limites.
Então Jesus, com geralmente fazia, conta uma parábola a fim de esclarecer melhor esta exigência. Um rei, designado de senhor no restante da parábola, emprestou uma quantia a de seus empregados. Este empregado abre um estabelecimento bancário. A dívida aumentou para uma quantia impossível de ser paga. Dez mil talentos somam aproximadamente 174 toneladas de ouro. Essa dívida é de fato impagável. Apenas para ilustrar o tamanho desta dívida, podemos compará-la com a informação de que o salário anual de Herodes Antipas era de aproximadamente 200 talentos.
O rei desta parábola primeiro assume uma atitude de direito, dando ordens de que o empregado impossibilitado de pagar fosse ele com toda a sua família vendidos como escravos para saldar a dívida. A lei em Êxodo 22: 2 prevê que a venda do devedor como escravo. Mas o rei sabia que o seu compatriota vendido tinha de ser alforriado no sétimo ano, também descrito em Êxodo 21: 2. Então o rei ordena que o devedor e tudo o que ele possui sejam vendidos. Mas o rei comovido pela suplica insistente de seu devedor, resolve libertá-lo, sim, livra-o de toda a dívida. E se nós prestar atenção, é exatamente assim que Deus faz conosco, comigo e com você, que lhe devemos uma soma impagável. Ele nos perdoa a dívida do pecado. E isso é verdade, pois Deus nos amou por meio de Seu filho Jesus. Não apenas uma vez, ou set vezes como sugeriu Pedro, mas milhões de vezes, diária e abundantemente, Deus perdoa nossa gigantesca dívida.
Mas o interessante, que no momento seguinte que foi perdoado, o empregado desta parábola vai e procede completamente contrario com seu colega. Assume diante dele uma atitude legal e, não se importando com as muitas suplicas dele, persiste no seu direito, mesmo se tratando de uma pequena soma de cem denários, ou seja, o equivalente a cem dias de trabalho.
Quantas vezes nós não costumamos ser muito justos com os outros, sempre persistindo na atitude legalista diante deles, suas faltas contra nós sempre são gigantescas e por isso mesmo, imperdoáveis. E através desta parábola Jesus nos mostra como estas nossa atitude contra a reconciliação nos coloca num terrível contraste com Deus. Enquanto desfrutamos intensamente do seu perdão, usufruindo dele numa medida que nem podemos comparar com o que devemos uns aos outros, qualquer ofensa à nossa honra nos deixa tão irados que nada nos acalma e não perdoamos de jeito nenhum. Muito pelo contrario, exigimos os nossos direitos e também pela condenação, como se fossem valores absolutamente necessários. Deus precisa suportar pois não perguntamos em momento algum sobre qual era a Sua opinião, mas nós não suportamos aquele que (do nosso ponto de vista) não dá atenção suficiente para a nossa opinião. Diante de Deus, afirmamos, sem temor, tantas coisas erradas. Mas vingamos qualquer palavra errada de outros sobre nós. Para Deus não temos tempo, nem dinheiro, nem coração. No entanto, quando alguém não nos agradece e não nos concede o amor devido, nos revoltamos e de imediato o consideramos insuportável.
No fim da parábola Jesus, Jesus nos apresenta a consequência dessa falta de compaixão e de disposição para perdoar: Quem não se torna misericordioso com a misericórdia de Deus e não aprende a perdoar a partir do perdão de Deus, desperdiçou a graça de Deus.
Amados irmãos, graça desperdiçada gera condenação. Pois a graça de Deus transforma-se em ira de Deus. Esta palavra de Jesus sobre o perdão mutuo é seria, é seriíssima.
E o que se deve destacar é que nada do que os homens nos façam pode se comparar com o que nós fazemos a Deus, e se Deus perdoou nossas dívidas, nós também devemos perdoar nosso próximo. Nada do que nós temos que perdoar se pode comparar nem de forma vaga ou remota daquilo que Deus nos perdoou.
Fomos perdoados de uma dívida que esta além de todo o pensamento – porque o pecado do mundo provocou a morte do próprio Filho de Deus – e, sendo assim, devemos perdoar aos outros como Deus nos perdoou, ou não podemos encontrar misericórdia alguma.
Missionário Emir Vargas.
sexta-feira, 2 de março de 2012
NOSSA VOCAÇÃO.
Texto: Ef 4: 1 - 6.
“Rogo-vos,
pois, eu, prisioneiro no senhor, que andeis de modo digno da vocação a que
fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade,
suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por
preservar a unidade do Espírito no vinculo da paz; há somente um corpo e um
Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um
só Senhor, uma só fé um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre
todos, age por meio de todos e esta em todos”.
Quando leio este texto, e olha que já e reli várias vezes
para poder entendê-lo melhor e dele tirar algo que edifique minha vida, sempre
me vem à mesma pergunta: “quem são os
chamados?” Então buscando resposta na própria palavra olho o texto que o
mesmo Paulo escreve aos Coríntios no capitulo primeiro verso 26, que diz que
não são os sábios, ou poderosos e nem aqueles que nasceram em berço nobre, mas
Deus escolhe as coisas loucas deste mundo para confundir os sábios. Então este
chamado é pra todos aqueles se dispõe a serviço da obra redentora de Deus, ou
seja, este chamado é pra mim, mas também é para cada um de vocês, nós fomos
chamados por Deus, não é a toa que o Espírito Santo um dia tocou em seu coração
fazendo com que cada um de nós deixasse as coisas comuns do mundo e nos
impulsionasse para estarmos aqui nos cultos da igreja. Ou você vem no culto
porque não tem coisa melhor pra fazer em casa? Creio que cada um que está aqui
nesta noite tem um propósito, ouvir e ser edificado pela Palavra de Deus. Mas
só isso não basta, precisamos ouvir e praticar a Palavra, e praticar é saber
exatamente por que fomos chamados. E aí surge mais uma pergunta: “que vocação é esta a que fomos chamados?
1) Fomos chamados para sermos filhos de Deus, para sermos uma nova criação, uma
geração de adoradores e para sermos semelhantes a Jesus. 2) Em Cristo nós somos
“chamados”: o chamado ocorreu pelo
evangelho. Ser chamado significa mais do que ser salvo. Somos chamados para
servir a Deus. Pensemos em Enoque, Noé, Abraão, Samuel, Davi, os Apóstolos.
Nós somos chamados pela graça, e isso não vem de nós para
não nos gloriarmos, Deus nos chama, as vezes em um período especial de nossas
vidas, quando menos esperamos, algo nos incomoda tanto, que não suportamos
ficar parado em nosso lugar comum que devemos nos mexer. Comigo foi assim à
exatos sete anos, deus me chamou pra missão, o que para muitos foi um chamado
tardio, eu creio que não, foi um chamado no tempo de Deus, por que eu não
acredito naquele ditado “Deus tarda mas não falha”, o Deus que eu creio não é
um Deus tardio, Ele age sempre na hora certa, nunca antes e nem depois. Por
isso discordo que meu chamado seja tardio, ele precisava de mim maduro, na
idade e na fé. E você também neste momento pode estar sendo chamado, a igreja
precisa de pessoas para muitos serviços na obra de Deus, são poucos os que se
dispõe, e muito é o trabalho.
E este é um chamado pessoal, Deus nos chama para fazer
algo muito especial na sua obra redentora, que só você pode fazer, mas isso não
significa que se você não fizer, a obra de Deus fica inacabada, nada disso,
Deus levanta outra pessoa em seu lugar, pena, pois quem perde é você. Preguei
sobre o chamado de Mateus no domingo de carnaval, este foi um chamado
inesperado, e para quem ninguém imaginaria, Levi como era conhecido, um
publicado cobrador de impostos, alguém que abandou sua crença judaica para se
vender ao inimigo dos judeus. O próprio Apóstolo Paulo foi outro exemplo de
chamado digamos impossível, pois foi o mais ferrenho perseguidor de cristão, no
entanto Jesus o separou para o seu evangelho aos gentios, em At 13: 2 vemos o
Espírito Santo separando Paulo e Barnabé para a primeira viagem missionário no
meio dos gentios. Eu e você estamos sendo chamados para a missão, e missão
começa aqui, junto com nossos amigos de trabalho, de escola, de faculdade. Como
você tem se comportado diante deles? Eles percebem que você é diferente no meio
deles? Ou o seu comportamento é igual ao do motorista da estória que contei no
inicio? Nossa missão começa depois do culto, o culto serve apenas pra nos
incentivar, nos alimentar, nos revestir com as armaduras de Deus. Como um dia eu
vi um crente falando na frente da sua igreja a um amigo que lhe perguntara:
“Acabou o culto?” ao que lhe respondeu prontamente: “não, agora é que o culto
vai começar, pois preciso praticar tudo que ouvi e aprendi.” Quando é que
começa o nosso culto? Ás 19h... Ou quando saímos pela porta do templo pra ir de
encontro com o mundo lá fora? O autor do livro “Liderando pela pregação” diz
que a experiência da plenitude de Deus também compromete. Quem chegou ao trono
de Deus nunca sai de lá sem uma tarefa. Somos preenchidos para podermos passar
isso adiante. Somos presenteados para poder presentear. A saída do culto sempre
leva para o dia a dia no mundo. Para o cristão que ouve e atende o chamado de
Deus, este dia a dia representa missão. Meu desejo é, que depois de ouvir o
chamado de Deus, preenchido pela Sua graça, possamos sair daqui esta noite
praticantes da Palavra, esta é a nossa missão como igreja, mas acima de tudo
como cristãos que somos.
Que Deus nos abençoe, nos de coragem e animo dobrado para
ouvir e cumpri aquilo pelo qual cada um de nós foi chamado, praticando o maior
de todos os dons oferecido pelo Espírito Santo que é o AMOR.
Pregação para o culto do dia 04 de março de 2012, ás 19h, na Paróquia Apóstolo Pedro - I.E.C.L.B - Jaraguá do Sul.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
DE PUBLICANO A APÓSTOLO
DE PUBLICANO A APÓSTOLO.
Texto principal: Marcos 2: 13-14.
Nesta manhã, onde o mundo
comemora a festa da carne, onde muitos jovens se prostituem nas drogas, na
bebida e de muitas outras maneiras, num chamado irresistível do inimigo
ceifando o caráter, a dignidade, o respeito e o amor próprio de pessoas que
atendem a esse apelo e se entregam em um mundo de pecados e orgias, quero
trazer aos amados irmãos outro chamado para alguém que era desprezado pelos
próprios compatriotas.
O
Novo Testamento nos relata o chamado dos doze que viriam a ser discípulos de
Jesus, e mais tarde obterem o titulo de Apóstolos. Jesus os encontra no
concreto do que faziam, no quotidiano de suas ocupações, e é aí no centro de
suas vidas, que Ele se faz proposta de qualquer coisa nova. E esta proposta de
algo novo vem na contra mão do centro vital onde estão as suas seguranças, as
suas certezas, o seu passado e o seu futuro. A estes que cuidavam de seus
barcos; ou a Levi, que Jesus também “passando, viu sentado na sua mesa de
cobrança de impostos e disse-lhe: segue-me”.
Levi
como seu nome já diz, era de descendência sacerdotal, da casa de Arão. Porém
era dominado pelo dinheiro. Os judeus consideravam os publicanos como
traidores.
Este
foi um chamado divino, único e poderoso. Ele foi dirigido a um apóstata, ou
seja, foi dirigido a um homem que abandonou a sua crença, desistiu da sua fé,
em outras palavras virou as costas para Deus. Levi trabalhava diretamente para
o inimigo dos judeus, os romanos. Creio que este homem cobrava muito mais que o
devido e embolsava uma parte pra ele.
Quando
Jesus o convida para segui-lo, ele esta sentado na coletoria cobrando impostos.
Ou seja, esta em horário de trabalho, foi durante o seu expediente. Jesus não
esperou acabar o seu expediente pra formular o chamado... Não foi na lata,
tipo, é agora ou nunca. Também não foi durante uma pregação, ou depois de um
feito milagroso, como foi pra Pedro e os outros pescadores. Foi algo totalmente
inesperado, creio que até os seguidores de Jesus se assustaram com o que Jesus
pronunciou e para quem foi dirigido o chamado.
Este
convite tem, para Levi, duas coisas muito relevantes, e que precisam ser
analisadas profundamente: 1º) Jesus convida Levi a desistir, abandonar o seu
negocio rendoso, e 2º) ao abandonar seu negocio rendoso, ele agora iria seguir
ao desprezado nazareno.
O
mais interessante desta história, é que Levi, levanta do seu banquinho,
abandona as dracmas e os denários por sobre a mesa e segue Jesus. Simplesmente
abandona tudo, deixa tudo pra trás, sem olhar o que ficou atrás de si, como que
hipnotizado por aquele homem, vai e o segue.
Quero
neste momento fazer algumas considerações a respeito deste passo de fé que Levi
foi capaz de dar. Supondo ser Jesus uma farsa, um mentiroso, qual dos doze, perderia
mais na vida? Naquela época, havia centenas de homens se dizendo serem o
Messias prometido, talvez por isso os Sacerdotes, Fariseus e Saduceus duvidavam
tanto de Jesus. Mas isso é outra historia, voltemos a Levi. De todos os
apóstolos, inclusive o que bichou, apodreceu, Levi seria o principal perdedor
nesta história. Todos os outros voltariam as suas profissões de origem, tanto
que Pedro logo depois da morte de Jesus voltou pescar.
Mas
Levi não teria pra onde voltar. Os judeus o odiavam, o consideravam inimigo, um
traidor. Os romanos com toda a certeza não devolveriam o seu emprego depois de
ter abandonado. Lembram, ele deixou tudo, dinheiro emprego, não deu satisfação
pra ninguém. Hoje isso significaria abandono de trabalho.
Na
hora Levi nem pensou nas conseqüências que o seu ato pudesse causar, os
transtornos que lhe causariam tal atitude. Creio que estas coisas só lhe
atormentaram quando Jesus foi preso. Ele foi um dos que fugiu amedrontado. A
Bíblia não relata àquelas horas agonizantes para Jesus, mas também para Levi.
Penso
que Levi acompanhava cada passo com muita atenção. Devia estar pensando que a qualquer
momento Deus enviaria anjos para salvar Jesus daquele sofrimento, e tudo
voltaria ser como antes e talvez até melhor. Porem, quanto mais o tempo passava
pior às coisas ficavam, pra Jesus, e pra Levi, que se via agora cada vez mais
abandonado. Pra onde ele iria, o que iria fazer, sem emprego, sem amigos. Mas a
esperança ainda existia, apesar de todo o sofrimento de Jesus, Ele ainda estava
vivo, e a onde tem vida há esperança. Levi deve ter seguido ao longe os passos
de Jesus enquanto lentamente se dirigia para o gólgota. Suas esperanças
começaram se perder quando Jesus foi pregado na cruz, e se acabaram, quando ele
ouviu o ultimo suspiro de Jesus. Era o fim de uma jornada que ele tinha sido o
único perdedor. E agora tudo acabou da única maneira que Levi nunca tinha
pensado e nunca esperava que fosse acabar assim. O cara que tinha prometido o
reino do Céu, dizia-se filho de Deus, morrer da maneira mais humilhante e
ultrajante que homem pode morrer. Levi deve ter pensado: que burro que eu fui,
me deixar levar nessa conversa. E agora.
O
que? Vocês estão escandalizados com isso? Quantas vezes eu e você não pensamos
coisas semelhantes? É só as tribulações aparecerem, e lá estamos nós
murmurando.
Mas
vamos pular as murmurações. Você já tentou imaginar a felicidade de Levi quando
alguém lhe falou: Irmão venha, o mestre está vivo, Ele ressuscitou.
Quero
apartir destas considerações, meio utópicas, fazer uma aplicação para nossa
vida. Amados, a minha pergunta inicial é: você tem certeza do seu chamado?
Creia Jesus já fez um chamado especial pra sua vida. Primeiro Ele disse, como
disse a Levi: Vem e segue-me. Isso aconteceu no dia da sua conversão. Depois
deste primeiro chamado, Ele vocacionou você para algo que Ele quer que você
faça para a obra ser completa. Você sabe o porquê do seu chamado? O que você
tem pra deixar pra trás e seguir Jesus, e fazer aquilo pelo qual você foi
chamado?
Amados irmãos, Levi não pensou
duas vezes pra seguir o Mestre, não pensou nas conseqüências que viriam no
futuro, e graças a Deus por isso. A única conseqüência que veio foi que ele
teve uma vida totalmente transformada, ele teve uma nova chance de ter uma nova
vida. E nós quando resolvemos ouvir a voz de Deus, e atender o chamado de
Jesus, é exatamente isso que recebemos em troca.
Levi
deixou de ser coletor de impostos e em troca ganhou um novo serviço, pescador
de homens. Este é o nosso chamado, pescador de homens, e como fazer isso?
Anunciando o evangelho em toda a parte, e se preciso for, fale. Pois as nossas
atitudes de amor e misericórdia falam mais do que mil palavras. Como cristãos,
nós somos os portadores da boa nova, portadores de um tesouro, que devemos
repartir com aquele que andam na escuridão deste mundo, que buscam a felicidade
em noites mal dormidas, na prostituição, nestas quatro noites de folia do
carnaval. Mas quando chegar a quarta feira a realidade volta, e eles continuam
na escuridão, e descobrem que a luz que eles viam brilhar era dos holofotes da
avenida que se apagou assim como a sua felicidade.
Levi
depois chamado Mateus nos deixou um legado, alem é claro do seu evangelho, que
nas palavras de Jesus nos dizem: Ide por todo mundo e fazei discípulos. Este é
o nosso chamado.
Que
Deus nos abençoe, nos de força e longo animo pra cumprirmos este chamado muito
especial, que é pra mim, mas também é pra você.
Pregação na Paróquia Apostolo Pedro, Jaraguá do Sul,
19 de fevereiro de 2012.
Culto: 9h.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
CONHECER AO SENHOR.
Texto
principal: Oseias 5: 15 – 6: 6.
“Então voltarei ao meu lugar
até que eles admitam a sua culpa. Eles buscarão a minha face, em sua
necessidade eles me buscarão ansiosamente. – Venham, voltemos para o Senhor.
Ele nos despedaçou, mas nos trará a cura, Ele nos feriu, mas sarará as nossas
feridas. Depois de dois dias Ele nos dará vida novamente; ao terceiro dia nos
restaurará, para que vivamos em sua presença. Conheçamos o Senhor;
esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como o sol nasce, Ele aparecerá; virá
para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a
terra. – ‘Que posso fazer com você, Efraim? Que posso fazer com você Judá? Seu
amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora. Por isso
eu os despedacei por meio dos meus profetas, e os matei com as palavras da
minha boca; os meus juízos reluziram como relâmpagos sobre vocês. Pois desejo
misericórdia, e não sacrifícios; conhecimento de Deus em vez de holocausto’.”
O profeta Oséias é de uma
particularidade interessante, pra não dizer espetacular... Ele poderia ser
chamado o profeta do amor. Pois soube como ninguém se entregar ao amor de sua
esposa, mesmo ela sendo infiel, lhe devotou toda a sua paixão sem querer
retribuição.
Mas o que pretendo expor nesta noite
como tema principal desta pregação é: Conhecer ao Senhor. Creio que
este tema é muito propicio para os dias que estamos vivendo, pois há em nosso
meio, pessoas chamadas “evangélicas”, e me desculpem o comentário maldoso, mas
tenho visto que rotular-se como evangélico hoje em dia, infelizmente não é mais
identificar-se como cristão como era em décadas passadas.
Muitos afirmam crer em Deus e em seu Filho Jesus
Cristo, mas suas obras acabam por demonstrar o contrario, isto é, a falta de
conhecimento de Deus e falta de temos a Jesus Cristo. Uma igreja só pode
crescer apartir do instante que a comunidade passa a interessar-se em conhecer
ao Senhor e obedecer a Sua Palavra.
Quero me aprofundar mais neste tema,
através da leitura proposta e trazer aos amados irmãos algumas coisas que
aprendo e me ajudam a conhecer mais ao Senhor e obedecer a Sua Palavra.
1º - Deus
aguarda o arrependimento do povo:
O nosso texto diz que o povo não demora em
buscá-lo, mas não mostra uma mudança de coração profunda. Ao invés de pensar
principalmente como feriram o Senhor com os seus pecados abomináveis, eles
apenas querem uma saída para o seu sofrimento. E nós... Quantas vezes não
agimos assim no meio das aflições? Quantos de nós em meio ao sofrimento não
clamamos a Deus pêra nos tirar dele? Creio que nunca nos lembramos, em meio ao
sofrimento, de nos perguntarmos, onde erramos, qual é o nosso pecado que feriu
Deus e provocou a sua ira e desgosto contra nós?
O livramento do sofrimento é um motivo
válido para empurrar o pecador ao arrependimento. Deus muitas vezes usa o
sofrimento para disciplinar, e convida o pecador a voltar para Ele, e para se
livrar dessas conseqüências, vale aqui considerar o exemplo do filho pródigo em
Lc 15: 11-32. Mas vale ressaltar que, o remorso precisa nos levar ao
reconhecimento do pecado como uma afronta pessoal contra Deus, Paulo nos diz em
2Co 7:10: “A tristeza segundo Deus não
produz remorso, mas sim a um arrependimento que leva a salvação, e a tristeza
segundo o mundo produz a morte.”
O povo de Israel e de Judá voltaria ao
Senhor para receber os benefícios imediatos. A atitude deles é descrita em Os 6: 1-3: Deus nos castigou e nos curará,
voltando para Ele hoje, Ele já restaurará as bênçãos em dois ou três dias.
O verso 3 deixa bem claro que, para que
Deus se volte pra nós é preciso conhecer o Senhor, esforçar-se ao máximo para
conhecê-lo mais e melhor. Este é o conceito fundamental de Oséias e o nosso
versículo chave para esta noite.
2º - Para conhecer ao
Senhor, nosso arrependimento precisa ser verdadeiro: O povo acuado, no “sufoco”, busca a Deus,
aparentando verdadeira conversão. Mas o Senhor não se deixa enganar por uma
conversão superficial e momentânea. Deus quer uma mudança verdadeira e radical
de vida. Um compromisso capaz de transformar a sociedade e estabelecer seus
parâmetros de justiça. Deus quer que seu povo o conheça, isto é mais importante
do que sacrifícios e ritos. Deus reconheceu a insinceridade deste
“arrependimento” e comparou o amor do povo com a nuvem da manhã ou com o
orvalho da madrugada. Dura pouco tempo. E isso muitas vezes acontece conosco.
Quantas vezes depois de cometer um erro, nos prostramos, pedimos perdão, para
logo em seguida voltar a cometer o mesmo erro. Nossas atitudes e o nosso falar
é como dizia uma musica da minha juventude “sou como nuvem passageira que com o
vento se vai”. Deus quer de nós conhecimento, não sacrifícios e holocaustos.
Sacrifícios e holocaustos serviam para aplacar a ira de Deus quando o povo
pecava. O conhecimento serve para evitar a iniqüidade e suas conseqüências.
Vamos ver o capitulo 4: 6 de Oséias: “Uma
vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus
sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei
seus filhos.” Também em 1Sm 15: 22 nos diz: “Samuel, porem, respondeu: Acaso tem o Senhor tanto prazer em
holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência
é melhor do que sacrifício, e a submissão é melhor do que gordura de
carneiros.” Podemos entender esta atitude de Deus fazendo uma simples
comparação com pais e filhos. Quando um filho desobedece e volta aos pais para
pedir desculpas, os pais perdoam. Mas, todos os pais preferem que os filhos
obedeçam para não terem a necessidade de pedir perdão.
3º - O verdadeiro
conhecimento de Deus abrange comunhão com Ele e com os irmãos: e isso nos leva a fé, obediência a sua
palavra e uma vida de louvor e adoração, de total dependência a Ele. Ou,
resumindo, uma vida de relacionamento pessoal com Ele. O povo é acusado de não
“conhecer a Deus”. Recebe tal denuncia por estar vivendo afastado da fidelidade
e do amor de Deus. No verso 3, Deus demonstra poeticamente seu desejo de
abençoar tal povo, porem, sua infidelidade os impediu de atender tal apelo. O profeta
Oséias ressalta nesta passagem que o segredo de estabilidade e crescimento
sadio do povo de Deus está em “conhecê-lo
profundamente”. E esse desejo de Deus, ainda existe para nós hoje,
basta você ler Mt 9:13, 12:7 e 2Pe 3:18. E você tem procurado conhecer a Deus?
(experiência em Petrolina?)
Para finalizar, a mensagem de Oséias
proclama que:
a) O reinado de Deus abarca os povos e seus
movimentos e as pessoas e seus relacionamentos. Não há, pode-se dizer, nenhuma
área de sua criação que não seja do seu interesse.
b) Tanto assim que Ele entra nesse cenário. As
metáforas que o profeta aplica a Deus são ameaçadoras como leão que despedaça a
presa (Os 5:14 – 6:1), podridão, traça (5:12). Deus se faz presente nesse
processo de destruição e destrói a arrogância do seu povo.
c) Mas esse Deus restaura para vida a quem
destruiu.
É importante observar que, ao aplica a
metáfora do furor, ira e destruição a Deus, a mensagem traz um elemento
altamente diferencial em relação às experiências humanas. O amor, a fidelidade
prevalecem na ira. Esse Deus que reergue o seu povo é o Deus que ama a
fidelidade duradoura (6: 6) e não efêmera como a neblina da manhã, (6: 4). Por
isso, o que Ele quer é a misericórdia (fidelidade pactual, de aliança), o
conhecimento Dele, a comunhão com Ele e não apenas sacrifícios. A essência da
oferta de ação de graças e louvor é a entrega da pessoa, da comunidade à
fidelidade e ao amor que caracterizam Deus, isto é a comunhão (para que Ele
habite em nós e Nós Nele).
O verdadeiro crescimento cristão deve,
como em todas os aspectos da ética revelada pela palavra de Deus, ser
equilibrado, santo e abranger dois aspectos distintos: o crescimento na graça e
no conhecimento.
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